Espaço para compartilhar idéias e somar conhecimentos à luz da Doutrina Espírita
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fissuras
A parede era robusta, aparentemente inabalável.
Suportava ventos fortes e chuva intensa há anos.
Fazia parte de uma grande fortaleza, a qual ninguém arriscava atacar porque parecia ser intransponível.
No entanto, na sua face sul, onde o sol raramente tocava havia uma irregularidade quase imperceptível.
Era o resultado da pressa em sua execução ou, quem sabe, do descuido de um dos executores da obra.
Agora, porém, isso pouco importava, afinal, aquela muralha estava erigida ali há tempos e os responsáveis por ela nem mais andavam sobre a terra.
No entanto, aquela imperfeição ao longo dos anos acabou servindo de depósito natural da água da chuva e dos detritos trazidos pelo vento.
Aos poucos a água foi se infiltrando no muro e trilhando um caminho próprio em busca de uma saída entre as rochas reunidas por espessa argamassa.
Com o passar do tempo, uma fissura surgiu onde antes havia apenas uma depressão quase invisível.
Essa fissura, alimentada pelas águas das chuvas e pelo limo que invadira a parede úmida e fria, foi se expandindo, até tornar-se uma assustadora rachadura.
Agora, era vista mesmo à distância, e parecia ameaçar a solidez daquela estrutura.
O tempo corria veloz sem que providência alguma fosse tomada.
A rachadura já corrompia a parte inferior do muro que, atingida pela umidade, deteriorava-se a olhos vistos.
Em uma noite fria, quando o temporal ruidoso e inclemente avançava sobre a praia próxima, a ventania atingiu a muralha com violência.
A muralha, que suportara tempos antes ventos ainda mais fortes, desta vez não resistiu.
Corrompida pela água, que durante anos deteriorou sua base e parte de seus materiais, a grande parede cedeu.
Tombou pesadamente como se estivesse cansada de resistir em vão.
Como um robusto carvalho se permite um dia tombar depois de tantos anos de majestade, também aquela murada, traída pela pequena fissura, entregou-se à ação do tempo.
Uma simples fissura, decorrente de uma imperfeição aparentemente insignificante, causou a queda do grande muro.
E hoje, os que passam ao lado das ruínas daquilo que um dia já foi uma imponente fortaleza, ignoram que a destruição daquele monumento grandioso iniciou-se com uma mera e banal rachadura.
* * *
Assim também são os vícios humanos.
Hábitos infelizes, considerados como atitudes corriqueiras e comuns na sociedade, podem corromper grandes mentes.
Hoje são apenas "fofoquinhas" a servir de passatempo aos desocupados.
Amanhã serão mentiras ardilosas a destruir lares e prejudicar vidas.
Hoje são apenas goles de bebidas alcoólicas para descontrair.
Amanhã serão drogas ainda mais pesadas a arruinar centros nervosos e lesionar profundamente os destinos.
Hoje são pequeninas barganhas para garantir que as crianças obedeçam.
Amanhã serão pesados subornos para realizar o que o dever já impunha desde muito.
Os vícios surgem como pequeninas fissuras na conduta humana.
Em um primeiro momento não despertam grandes receios e chegam, até, a ser ignorados pelos menos avisados.
No entanto, com o passar do tempo, vão se agigantando e invadindo o espaço que deveria ser da virtude.
Abalam estruturas que pareciam sólidas e destroem futuros venturosos.
Arrastam o ser para o lodaçal da culpa e do arrependimento, onde se encontram chafurdados os escombros das ilusões do ontem.
(Equipe de Redação do Momento Espírita.
Contribuição de Nilzete
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Nascer e Renascer
Recomendo a todos as músicas deste CD.
Espetacular trabalho de Alexandre Sankor!
Relação das músicas:
01-Texto Introd. Miramez
02-Nascer e renascer
03-Estrelas em luz
04-Nas Mãos de Bezerra
05-Quanta Luz
06-Mãos
07-Te encontrar depois
08-Tem paciência amigo
09-Fé (recomece)
10-Tua mão
11-Espero sua visita
12-Um amigo
13-Saber perdoar
14-O que você queria ouvir
15-O caminho para ser feliz
16-Paz
segunda-feira, 11 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Privilégios Cristãos
Manter suprema
fidelidade a Deus.
Olvidar os
próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.
Humilhar-se para
que a mão do Senhor seja exaltada.
Conquistar a si
mesmo.
Renunciar com
alegria, em benefício dos outros.
Retirar lucros
eternos de perdas temporárias.
Trabalhar na
construção do Reino Divino.
Esperar quando
outros desesperam.
Penetrar o templo
do silêncio, em meio do vozerio.
Guardar a fé,
acima da tormenta de dúvidas.
Calar a tempo, de
modo a não ferir.
Falar com
proveito.
Ouvir o Divino
Amigo em plena solidão.
Servir sem
recompensa.
Suportar com
valor a própria cruz.
Sofrer,
aprendendo e aproveitando.
Amar sem
exigências.
Ajudar em
segredo.
Semear com o
Cristo, desapegando-nos dos resultados.
Encontrar irmãos
em toda parte.
Cultivar o prazer
de ser útil.
Discernir o justo
valor das causas e das coisas.
Santificar o mal.
Amparar com
sinceridade os que erram.
Perdoar quantas
vezes for necessário.
Superar os
obstáculos.
Conservar a
jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom
ânimo.
Desprender-se dos
enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.
Perseverar no bem
até ao fim.
Fonte: Agenda Cristão - André Luiz, psicografado por Chico Xavier
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