sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

convite de amigo


CONVITE DE AMIGO


Peçamos ao Divino Senhor o poder de amar sem reclamações;

de servir sem recompensa;

de compreender os outros sem exigir compreensão para nós;

de obedecer-lhe aos Sublimes Desígnios;

de vencer as próprias imperfeições;

de abençoar os que nos perseguem;

de orar pelos que nos ferem ou caluniam;

de amparar aos que nos critiquem;

de estimular o bem, onde o bem se encontre;

de praticar a fraternidade legítima

e de aproveitar todas as oportunidades que o tempo e a vida nos ofereçam para realizarmos o aprimoramento de nosso espírito imperecível.
(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: AGORA É O TEMPO)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ALEGRIA(Chico Xavier)




ALEGRIA


       Alegria é o cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.
       Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
       A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.
       Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.
       Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que esperas, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
       Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
       A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse para renovar-se diariamente, em festa de amor e luz.
(Francisco Cândido Xavier por Meimei. In: Ideal Espírita)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dom de Deus









Caridade — o doce alívio
Àquele que pede à porta;
Entretanto, além do amparo,
A frase que reconforta;
O socorro em que te mostras
Onde o bem se faz preciso,
Colocando em cada gesto
A dádiva de um sorriso.

Caridade — a paciência
No apoio do braço irmão
Que suporta o companheiro
Na hora da irritação;
O ouvido que escuta e cala,
Cumprindo santo dever,
Esquecendo tudo aquilo
Que não se deve dizer.

Caridade — a mente calma
Da criatura sincera,
Que ajuda sem reclamar,
Que jamais se desespera;
A voz que adoça pesares,
Que não fere, nem se cansa,
Vestindo a dor da verdade
Na túnica da esperança.

Caridade — dom de Deus,
A bondade dividida,
Será sempre, em toda parte,
A luz que clareia a vida;
Mas só fica onde trabalha
E nunca aparece em vão,
Quando nasce, vibra e serve
Por dentro do coração.

(Francisco Cândido Xavier por Manoel Monteiro. In: Caridade)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Má Vontade




Má vontade gera sombra.

A sombra favorece a estagnação.
A estagnação conserva o mal.
O mal entroniza a ociosidade.
A ociosidade cria a discórdia. 
A discórdia desperta o orgulho.
O orgulho acorda a vaidade.
A vaidade atiça a paixão inferior.
A paixão inferior provoca a indisciplina.
A indisciplina mantém a dureza de coração.
A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.
A cegueira espiritual conduz ao abismo.
Entregue às obras infrutuosas da incompreensão,
pela simples má-vontade pode o homem rolar 
indefinidamente ao precipício das trevas.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Pão Nosso

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Jesus no Lar - Os instrumentos de perfeição


Naquela noite, Simão Pedro trazia à conversação o espírito ralado por extremo desgosto.

Agastara-se com parentes descriteriosos e rudes.

Velho tio acusara-o de dilapidador dos bens da família, e um primo ameaçara esbofeteá-lo na via pública.

Guardava, por isso, o semblante carregado e austero.

Quando o Mestre leu algumas frases dos Sagrados Escritos, o pescador desabafou. Descreveu o conflito com a parentela, e Jesus o ouviu em silêncio.

Ao término do longo relatório afetivo, indagou o Senhor:

_ E que fizeste, Simão, ante as arremetidas dos familiares imcompreensivos?

_ Sem dúvida, reagi como devia! - respondeu o Apóstolo, veemente. - Coloquei cada um no lugar próprio. Anunciei, sem rebuços, as más qualidades de que são portadores. Meu tio é raro exemplar de sovinice, e meu primo é mentiroso contumaz. Provei, perante numerosa assistência, que ambos são hipócritas, e não me arrependi do que fiz.

O Mestre refletiu por minutos longos e falou, compassivo:

_ Pedro, que faz um carpinteiro na construção de uma casa?

_ Naturalmente, trabalha - redarguiu o interpelado, irritadiço.

_ Com quê? - tornou o Amigo Celeste, bem-humorado.

_ Usando ferramentas.

Após a resposta breve de Simão, o Cristo continuou:

_ As pessoas com as quais nascemos e vivemos na Terra são os primeiros e mais importantes instrumentos que recebemos do Pai, para a edificação do Reino do Céu em nós mesmos. Quando falhamos no aproveitamento deles, que constituem elementos de nossa melhoria, é quase impossível triunfar com recursos alheios, porque o Pai nos concede os problemas da vida de acordo com a nossa capacidade de lhes dar solução. 

A ave é obrigada a fazer o ninho, mas não se lhe reclama outro serviço. A ovelha dará lã ao pastor; no entanto, ninguém lhe exige o agasalho pronto. Ao homem foram concedidas outras tarefas, quais sejam as do amor e da humildade, na ação inteligente e constante para o bem comum, a fim de que a paz e a felicidade não sejam mitos na Terra. 

Os parentes próximos, na maioria das vezes, são o martelo ou o serrote que podemos utilizar em benefício da construção do templo vivo e sublime, por intermédio do qual o Céu se manifestará em nossa alma. 

Enquanto o marceneiro usa as suas ferramentas, por fora, cabe-nos aproveitar as nossas, por dentro. Em todas as ocasiões, o ignorante representa para nós um campo de benemerência espiritua; o mau é desafio que nos põe a bondade à prova; o ingrato é um meio de exercitarmos o perdão; o doente é uma lição à nossa capacidade de socorrer. Aquele que bem se conduz, em nome do Pai, junto de familiares endurecidos ou indiferentes, prepara-se com rapidez para a glória do serviço à Humanidade, porque, se a paciência aprimora a vida, o tempo tudo transforma.

Calou-se Jesus e, talvez porque Pedro tivesse ainda os olhos indagadores, acrescentou serenamente.

_ Se não ajudamos ao necessitado de perto, como auxiliaremos os aflitos de longe? Se não amamos o irmão que respira conosco os mesmos ares, como nos consagraremos ao Pai que se encontra no Céu?

Depois destas perguntas, pairou na modesta sala de Cafarnaum expressivo silêncio que ninguém ousou interromper.

(Livro: Jesus no Lar - pelo espírito Neio Lúcio, psicografado por Chico Xavier)

Na hora da irritação


Na hora da irritação que te ocorra:

não grites;

não escrevas;

não prometas;

não te ausentes;

não compres;

não vendas;

não te agites;

não opines;

não gracejes;

e não reclames.

Recolhe-te ao silêncio por alguns minutos, e entrega-te à oração, rogando o auxílio da Providência Divina.

Sentirás, então, que a crise te haverá deixado e retomarás a normalidade da própria vida, para reger com segurança as próprias decisões.


(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Luz e Vida)

Colaboração: Nilzete Cordeiro

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Grupo Mocidade André Luiz


Alegria só é boa quando é compartilhada!

Grupo Mocidade André Luiz em visita à Vila Vicentina



O olhar de Jesus



Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.
*
O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.
*
Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.
*
Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.
*
Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.
*
Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.
*
Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.
*
Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências, porque, então, teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.

(Livro: Viajor. Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)



Colaboração Nilzete Cordeiro

Dificuldades



É possível hajas despertado para a nova fé, sob enormes dificuldades.

Guardas, talvez, a impressão de quem se vê defrontado por asfixia num cipoal...

A primeira atitude, em favor da própria libertação — não te fixares nas crises e nos entraves e sim sair deles honrosamente pela aplicação ao trabalho nobilitante.

A Divina Sabedoria nos confere o benefício da prova, para que venhamos a superá-la e assimilá-la, em forma de experiência, nunca no objetivo de confundir-nos ou arrojar-nos ao desalento.

Se te encontras doente, reflete na lição que te é concedida, valendo-te dela para edificar espiritualmente nos irmãos que te assistem e, sob a desculpa de que sofres mais que os outros ou de que tens pouco tempo de vida, não te demandes em excessos ou irritações.

Se te observas em pauperismo, não incrimines a ninguém pela estado de carência que atravessas, nem te revoltes contra as vantagens que favorecem os outros, mas sim, ergue-te, em espírito, e, quanto possível, esforça-te para que a diligência no desempenho das próprias obrigações te faculte novas perspectivas de reabilitação e progresso.

Aceita o concurso alheio, que todos nós precisamos do entendimento e do amparo uns dos outros, no entanto, desenvolve os teus próprios recursos.

Não creia que possas desfrutar, em caráter permanente, de benefícios que não plantaste.

A luz de um amigo clarear-te-á o caminho, por algum tempo, entretanto, se queres sobrepor-te definitivamente ao domínio da sombra, é forçoso possuas a tua própria lâmpada.

Obstáculos são desafios renovadores.

Ouvi-los e aproveitá-los é obrigação que a vida nos atribui.


Livro: No Portal da Luz; Francisco Cândido Xavier por Emmanuel)

Colaboração de Nilzete Cordeiro